sexta-feira, 20 de maio de 2011

a m a n h ã
a
m a n h a
a c a b a
n a
c a b a n a
d a
c a m a
f e i t a
c o m
a
c o b e r t a
s u a d a
d o
t e u
c o r p o

sexta-feira, 29 de abril de 2011

no mato corre a água que deságua
no mar morre meu pranto que afaga o grito do gafanhoto
seco na janela aqui de casa

segunda-feira, 11 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Prefácio

As vezes tenho a impressão de que vim ao mundo para escrever
sobre algumas verdades densas.
Dessas
que as pessoas passam a odiar
Quem as diga!

Aos meus amigos

Existem uns casos de pessoas iluminadinhas
que são ótimas companhias

Encontros astrais de pura sintonia!

É tão bom encontrá-las...

Mas esta
é a parte bonitinha...

Existe um lado negro também!

Devido à desgraça da carência afetiva
que consiste na posse, dos corpos e almas alheias

Muitas dessas pessoas, trazem junto consigo
uns bichos estranhos, assustadores
que roubam o brilho da luzinha

Apagam
Matam
destroem, os encontros astrais.

Mas assim como existe o bem e o mal, o sim e o não

Existe também, o caminho do meio
Esse, dos nobres de coração.

Proponho um pacto então.

Amigo!
A partir de hoje
nos encontraremos nos sonhos, nas cartas, lembranças e poesias

Esses para nós, bastam!

São encontros reais
Limpos da densa materialidade

A verdade

Por incrível
Que pareça

PAZ!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Transfiguração da alteridade

Quem é o outro

até que eu o olhe

até que eu o encare

até que eu o penetre?

o outro,

é apenas o outro...

Mas,

quem é o outro

olhos nos olhos

sentido, falado

depois de tocado?

quem é o outro?

Quem é o outro
até que
desencane,
vibre em mil tons
e amanheça?

Quem é outro que
em mim mais arde,
mas já
não sabe
o que lamenta (?!)

Quem é outro
que em mim
habita,
faz pouco caso
de minha gritaria
e recolhe
nacos de zombaria?

O outro sou eu
que some,
mas é você
impregnado em mim,
que arrebenta tudo
e agora
pode me entender...

Danielle Antunes e Jéferson Dantas